[MÊS DAS MULHERES] Hibisco Roxo #4


Tia Ifeoma continua exercendo grande influência sobre Kambili, nossa protagonista. Levou-a para ver o avó “infiel” (pagão) e devagarzinho está introduzindo novas ideias, inclusive pela presença e comportamento alternativo de seus filhos (primos da narradora).

Além disso, a menina continua sofrendo violência doméstica, o que acaba aumentando o contraste entre a vida que leva e a dos parentes, que tem muitas liberdades como passar maquiagem e assistir TV.

Seu pai, por exemplo, bate nela por comer, quando na época do jejum, sem levar em consideração que ela o fizera apenas porque precisava tomar um remédio para a dor.

Vemos também que mesmo na hora de se confessar com o padre, Kambili é obrigada a dizer “as coisas certas”, mostrando que até os sacerdotes exercem controle ao invés de apenas escutarem empaticamente. Assim, já podemos imaginar que não há muito sigilo nestas confissões.

Fico pensando em como o choque de ideias diferentes das nossas deve sempre acontecer, mesmo que cause incômodo, pois, se não tivermos referências novas, é difícil medir até que ponto aquilo que acreditamos de fato é certo ou justo.

Veja as Partes III e III desse Diário

Anúncios

O que achou dessa leitura?

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s