[MÊS DO HORROR] Vertigo


Para quem já viu o filme e/ou não se importa com spoilers, continue lendo, pois faço uma comparação aqui entre os dois.

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Vertigo é um dos meus filmes preferidos de Hitchcock, assim, ler o livro estava na minha intenção. Inclusive, se quiser ver os outros livros dos quais seus filmes se basearam, clique aqui.

Terminei a primeira parte e posso dizer que o livro é muito bem escrito e poético.

Basicamente, as diferenças entre livro e filme são mais de detalhes do que de essência.

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Por exemplo, ao invés de na Califórnia, a narrativa se passa em Paris, durante a Segunda Guerra Mundial. Por isso, os combates no front formam um pano de fundo ausente no filme. Também sabemos mais sobre o passado entre Flavieres, o investigador (que sofre de vertigens) e o marido (acima) da mulher que está tentando se matar.

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Como eles eram rivais na juventude (algo que não fica muito claro no filme), existe uma alta dose de ressentimento por parte do investigador, já que seu “amigo” hoje é rico, bem-sucedido e casado. Por isso, reluta muito em aceitar o trabalho de vigiar sua linda esposa, Madeleine, que, ao que se conta, está ficando louca ao acreditar que é a reencarnação de sua antepassada.

Sendo um assunto intrigante, nosso protagonista passa a segui-la pelas avenidas e cemitérios parisienses, não evitando apaixonar-se por sua figura meio romântica, meio trágica. Em parte penso que ele também o quis de propósito, só para se vingar do amigo.

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Em dado momento da vigilância à distância, ele a salva de morrer afogada, quando se joga ao Sena e revelando-se, trava com ela uma amizade mais íntima, até eventualmente se declarar.

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O fato é que, quando isso acontece, Madeleine o leva a uma igreja na qual ele não consegue subir, devido a sua condição e, de lá se joga, morrendo na queda. Sentindo culpa e vergonha, ele finge ao marido que não sabia onde ela estava, para que o encontro do corpo ficasse desassociado de si.

No livro, a amiga pintora (abaixo) do investigador (Midge) não existe, pelo menos não até onde li. Assim, ela pode ter sido um recurso audiovisual para transmitir as ideias dele e seu passado ao público, já que no livro ficamos constantemente dentro de sua mente.

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Um pensamento sobre “[MÊS DO HORROR] Vertigo

  1. Pingback: [DIÁRIO DE LEITURA] Vertigo #2 | Leituras de Taróloga

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