[MÊS DA FICÇÃO CIENTÍFICA] Paris no século XX


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A história se refere ao drama de Michel (acima), artista, num mundo industrial/comercial que não valoriza o abstrato e a literatura. Como vive com os tios administradores, ele sofre. Em determinado momento, é obrigado a trabalhar no banco, indo muito mal, embora deseje ser poeta. Na biblioteca (abaixo), quase nunca visitada por ninguém, descobre seu outro tio, parecido com ele, com quem começa a manter um vínculo secreto, já que tal seria considerado inapropriado.

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Michel faz amizade com um colega de trabalho que lhe convida para jantar. Lá descobre que seu pai era um grande compositor. Visita então o tio em casa, que lhe apresenta todos os grandes autores, como Dumas, Victor Hugo, Balzac, etc.

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Na casa do tio também conhece uma mocinha pela qual se apaixona. Isso o faz distrair o amigo e colega durante o trabalho (que não acredita mais no amor romântico), levando ambos ao desemprego (abaixo).

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A história se passa em 1960. Veja abaixo alguns acertos e erros de Verne em relação ao futuro.

Acertos:

  • paramos de estudar grego e latim de forma sistemática e obrigatória;
  • temos apreço maior à ciência;
  • haviam linhas de trens que iam do centro às cidades periféricas;
  • Houve a queda dos muros de Paris e a expansão do centro urbano, anexando pequenas cidades ao redor;
  • a cidade inteira é iluminada como se fosse com energia elétrica;
  • existem portas automáticas e carros à gás;
  • a literatura técnica se prolifera;
  • há excesso de papel, feito a partir de árvores;
  • as máquinas calculadoras possuem teclados parecidos com as teclas de piano, lembrando computadores;
  • desenvolveram um sistema de segurança automático ao redor do cofre;
  • o serviço telegráfico liga o mundo todo, numa espécie de internet primitiva;
  • existem máquinas cujas funções lembram as de xerox e fax;
  • não há mais duelos;

Erros:

  • a nobreza continuou na França;
  • Paris ficou muito mais moderna (high-tech);
  • haviam roupas feitas de ferro;
  • usavam o gás como combustível principal e não o petróleo;
  • as pessoas não apreciam as artes, como pintura e literatura que ficaram obsoletas;
  • o prédio do Opera foi demolido, tornando-se um banco;
  • Paris tem 5 milhões de habitantes (o dobro do que tem hoje -2016);
  • a cidade está cheia de prédios de apartamento altos, como a São Paulo ou Nova York de 1960;
  • toda produção de texto tem como objetivo a venda, como o marketing;
  • não existe mais exércitos nacionais, nem guerras, nem jornalismo;
  • ingleses possuem muitas propriedades francesas;
  • apartamentos pequenos como os atuais, mas em 1960;
  • a carne de cavalo era popular;
  • Sena é um grande porto marítimo com eclusas;
  • Existe um farol de 150 metros;
  • a França ainda possui colônias;
  • o mundo é dominado por navios enormes e compridos ao invés de aviões;
  • a política é figurativa;
  • as mulheres, em sua maioria, não precisam mais dos homens, na realidade e no discurso, sendo menos sexualizadas.

Este livro pertence ao MÊS DA FICÇÃO CIENTÍFICA de agosto de 2016. Veja os outros:

  1. Perdido em Marte – Andy Weir
  2. A Ilha do Dr. Moreau – H.G.Wells OK
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Um pensamento sobre “[MÊS DA FICÇÃO CIENTÍFICA] Paris no século XX

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