[DIÁRIO DE LEITURA] O Coração das Trevas #3


Enfim, Marlow encontra Kurtz num lugar isolado, rodeado por cabeças enfiadas em estacas (abaixo) e cria uma relação de intimidade com ele que, para mim, pareceu improvável. A não ser, talvez, se analisarmos a presença de Kurtz em seu imaginário tal como um ídolo para um adolescente, que considera seu artista sobre-humano e que, quando se depara com ele pessoalmente, nunca consegue enxergar a pessoa por baixo do ideal.

Afinal, o narrador passou meses ouvindo sobre essa pessoa impressionante que, quando falava, enfeitiçava a todos.

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A realidade é que Kurtz está magro, doente e não fala coisa com coisa, embora ainda tenha uma voz imponente. Marlow então leva um Kurtz desiludido, que havia tentado construir algo grande entre os selvagens, para o barco a vapor.

Durante a viagem, Kurtz morre, proferindo por últimas palavras “O horror; o horror”. Algo que ecoa na mente de Marlow eternamente, mas que não revela a ninguém, nem mesmo à noiva, agora viúva, de Kurtz. Por alguma lealdade fora de lugar, ele mantém as posses e memórias de Kurtz, sem partilhá-las com ninguém, nem aos chefes da Companhia, nem aos jornalistas que o procuram em Londres, querendo mais informações sobre a expedição.

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Marlow presencia a morte de Kurtz, depois vai jantar, parecendo aos outros, como indiferente ao fato.

Veja as Partes I e II desse Diário

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