[LITERATURA] O Assassinato no Expresso do Oriente


Nesta releitura, me concentrei menos no “quem matou”, já que conheço a resposta, e foquei em outros aspectos, como a época na qual este livro foi escrito: 1934.

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A aparência ridícula de Poirot o leva a não ser temido e, desse modo, ele pode ver as pessoas como realmente são

Neste momento, os EUA viviam a Depressão e a Lei Seca, a sentença de morte na França continuava a ser por meio da guilhotina, a Europa ainda não estava em guerra, mas Hitler já havia subido ao poder (33). Por isso, achei interessante a mala cheia de bebidas de um personagem americano e a frase de uma alemã que afirma – horrorizada com o assassinato ocorrido no trem – que os alemães “não são tão violentos”. 😉

Além disso, as mulheres ou eram altas damas da sociedade, de companhia ou governantas. Os homens todos fumavam normalmente e não havia nenhum meio de comunicação, fora o telefone e o telégrafo.

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A memória extraordinária do detetive grava todos os depoimentos na cabeça, sem uso de gravador.

Assim, a investigação tinha que ser toda cerebral, baseada na dedução e, me peguei imaginando como se sairiam os detetives de nosso tempo, se não pudessem contar com todos os recursos tecnológicos da atualidade. Afinal, Poirot não tinha como checar antecedentes criminais na internet, comparar impressões digitais, usar o satélite para ver se o suposto assassino tinha fugido na neve ou as câmeras de segurança do trem, para analisar quem entrara em qual cabine na hora do crime, etc.

Daí que, basicamente, todo o cerne do livro está nos depoimentos dos passageiros. Quem assistiu O Plano Perfeito, pode encontrar um paralelo aqui. Até porque não se pode esperar apenas verdades dessas pessoas, não é mesmo?

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Geralmente, ao final dos livros, Poirot explica como tudo se sucedeu.

Eu recomendo a leitura, mesmo que o estilo seja muito lento, em comparação ao que as pessoas esperam de um policial atualmente, como foi o eletrizante Garota Exemplar, por exemplo. Digo isso porque acaba sendo uma prova de como observar e, de fato ouvir, as pessoas nos leva a sermos menos enganados por elas. Se Nick, do romance acima citado, fosse assim, teria evitado a si mesmo muito sofrimento.

Dados da Edição Lida:

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Agatha Christie

Ano: 2002 / Páginas: 189

Editora: Altaya / Record

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