[MÊS DOS CONTEMPORÂNEOS] A Revolução dos Bichos #5


(Este trecho se refere aos capítulos 9 e 10)

Outro ponto de controle dos líderes vinha do fato de estarem sempre diminuindo as rações do animais, enquanto as deles permaneciam altas e narrando dados estatísticos impossíveis de confirmar, que davam a entender que os bichos viviam melhor agora do que na era pré-revolução. Na prática, todos se sentiam mais infelizes e com fome, mas os dados do “governo” mostravam outra realidade. No fim, preferiam acreditar que, pelo menos, agora eram livres e se trabalhavam, era para si mesmos.

O problema é que Napoleão começara uma plantação de cevada para a produção de cerveja para si mesmo, portanto, o trabalho dos animais não era em benefício deles. Fora que Sansão, o cavalo que mais trabalhava, logo caiu de exaustão, ao tentar reconstruir, pela segunda vez, o moinho de vento.

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Isso convenceu a liderança a entregá-lo a uma fabrica de cola, que executaria o cavalo, deixando a todos horrorizados. Isso porque o pobre achara que sua queda iria levá-lo à aposentadoria e, portanto, ao descanso merecido. É claro que os porcos vieram com uma conversa de que o carroção o tinha levado ao hospital e que ele morrera sendo muito bem cuidado pelos médicos.

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Neste meio tempo, a República foi proclamada e Napoleão, obviamente, se tornou presidente.

Anos se passaram, muitos animais morreram, outros nasceram e a Granja se tornou próspera, embora só os porcos e cachorros dela aproveitassem, formando a famosa máquina burocrática. Enquanto isso, a maioria dos animais tinha que viver frugalmente e trabalhar arduamente. Infelizmente, eles não se lembravam mais de nada a respeito da Revolução e do que havia acontecido antes dela, de modo a poderem compreender melhor suas vidas atuais.

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Para surpresa de todos, os porcos passaram a andar sobre duas patas, quebrando o lema de que duas pernas eram ruins e apenas um mandamento restou, no lugar dos 7:

Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

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Isso, sem contar que passaram a agir como homens e mulheres, usando roupas e tendo hábitos humanos. Tanto ficaram parecidos, que os donos das granjas ao redor passaram a ser recebidos, confraternizando com os porcos e enxergando os trabalhadores-bichos da fazenda como uma classe inferior. Napoleão também passou a propriedade ao seu nome, retomando o termo anterior Granja do Solar e, estreitou os laços de amizade com os outros fazendeiros.

Em outras palavras, os porcos se tornaram homens e os homens se tornaram porcos.

Veja as Partes I, II, III e IV desse Diário

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