[DIÁRIO DE LEITURA] Brumas de Avalon #15


A busca pelo Graal matou quase todo mundo e enlouqueceu outros. Num último encontro entre Lancelote e Morgana, ficou decidido que o cálice deveria permanecer em Avalon.

Enquanto isso, descobrimos que Morgause (abaixo) havia mantido uma espiã na corte para impedir que Gwen engravidasse, garantindo o reinado de Mordred e sua ascensão como Rainha. Para colher informações, ela fez um feitiço e chegou mesmo a sacrificar animais e matar a própria criada. Pelo jeito, também enfeitiçava homens jovens para servir de amantes.

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Ela resolve ir a Camelot e, no meio do caminho encontra Lancelote, que carrega o corpo do filho, aquele que havia sido escolhido como herdeiro de Arthur. Juntos, chegam ao castelo, onde Niniane agora mora, com Mordred. Sem mais empecilhos então, o filho de Morgana é anunciado como sucessor oficial de Arthur.

Neste meio tempo, a guerra retorna e o romance entre Gwen e Lancelote é reativado, com consequências graves, pois a corte de Arthur começa a ser ridicularizada pelos saxões por suas infidelidades. Mordred (abaixo) conspira com a mãe adotiva e a amante para obter provas contra a Rainha, mas Niniane se recusa por considerar que é direito das mulheres se relacionarem com quem quiserem. Irado, ele a mata sem querer. O crime é acobertado por Morgause.

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O plano contra a Rainha é executado mesmo assim e Lancelote é pego “no pulo”. Porém, ao invés de se render, luta contra seus acusadores, matando, sem perceber, um dos filhos de Morgause (que era seu amigo íntimo), fugindo com Gwen em seguida.

Após alguns quilômetros, a Rainha pensa bem e resolve ir para o convento no qual passou sua infância para que Lancelote e Arthur possam voltar à amizade. Este é o fim de Gwen.

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Tempos depois, Mordred acaba desfiando Arthur e, num embate (que vemos de força fugidia por meio de uma Visão de Morgana), ambos morrem, sendo que o Rei dá seu último suspiro nos braços de Morgana, em Avalon.

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Sem mais razão para continuar guerreando, Lancelote se torna padre e morre anos depois. A espada Excalibur é jogada ao lago, sendo pega por uma mão misteriosa.

O livro termina com Morgana entendendo que a Deusa resolveu se misturar na religião cristã na forma das santas e Maria (mãe de Jesus) e, fica em paz, provavelmente morrendo em Avalon, que, com o tempo, desaparece nas brumas.

Achei este final muito tumultuado e corrido. Teria sido mais interessante se a autora tivesse diminuído as conversas sobre religião, muito repetitivas e se concentrado na narrativa, tornando-se assim mais empolgante. Por isso, para mim, foi um pouco anticlimático, afinal, vários personagens mostraram suas intenções ocultas (como Morgause, Niniane, Mordred) e nem pudemos ver a construção ou resolução disso. Os personagens simplesmente somem.

Ao que parece, Morgana sempre foi a personagem central dessa coleção (até porque, basicamente todos os personagens formam influenciados e tiverem seus destinos definidos por ela) e, como viveu sempre confusa sobre o que deveria ou não fazer, indo e voltando em suas atitudes, poderíamos chamar os livros de Brumas de Morgana, já que Avalon, em si, ficou bastante em segundo plano.

Veja as Partes desse Diário:

Volume I – A Senhora da Magia: Partes I II

Volume II – A Grande Rainha: Partes III, IV e V

Volume III – O Gamo-Rei: Partes VI, VII, VIIIIX X

Volume IV – O Prisioneiro da Árvore: Partes XIXII, XIII e XIV

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