[MÊS DAS MULHERES] A Redoma de Vidro #5


(Este trecho vai do capítulo 17 ao fim)

Uma mulher rica se interessa pelo caso de Esther e paga suas despesas médicas. Por isso, ela pode desfrutar de um hospital onde há muito conforto. Desse modo, passamos os dias com ela, ouvindo suas terapias e visitas, assim como seu convívio com outras pacientes e enfermeiras.

Sua mãe, coitada, sofre sem entender nada do que acontece à filha e ainda se sente culpada, não sabendo “onde errou”, já que Esther sempre fora educada e dedicada aos estudos. Isso deve ter piorado, imagino, quando a moça pede que cancelem suas visitas.

Os tratamentos de choque retornam, dessa vez sem dor e Esther melhora, voltando a ler e a se sentir fora, mesmo que ligeiramente, de sua redoma. Talvez por causa disso, toma coragem para adquirir contraceptivos, que na época era mal-vistos e se sente mais livre para experimentar o sexo.

Eis então que o período no hospital e ela está pronta a receber alta, porém, ao invés de se sentir segura, o futuro está cheio de pontos de interrogação. Ela continua sem um marido, sem um emprego claro e sem saber muito bem quem é. Pode-se dizer que dentro de uma vida de incerteza crônica, o verão de seus 20 anos lhe ofereceu uma crise aguda.

Veja as Partes I, IIIII e IV

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