[MÊS DA BIOGRAFIA] Clarice


Confesso que nunca li Clarice e conheço quase nada de sua vida. Este ano me propus ler alguma coisa dela, assim como esta biografia.

É interessante que Moser traga à tona, logo no começo do livro, a impressão que Clarice tinha de ser uma estrangeira, embora tenha vivido desde criança no Brasil (ela é filha de imigrantes do leste europeu).

Eu também carrego esta noção desde que ouvi falar dela, tal devido ao seu sobrenome, que muitos no passado acharam que era pseudônimo.

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Até o momento, a biografia tem trabalhado bastante este conceito de pessoa misteriosa, com rosto de loba e origem indefinida que ela sempre teve, dizendo que seus textos, ao contrário de Jorge Amado, por exemplo, não tem aquela típica brasilidade. Afinal, ela é comparada a Kafka (esse sim eu li). Fora que o autor da biografia é nascido nos EUA.

Por isso, fico a pensar: não é esquisito que uma das – ou a maior – escritora brasileira do século XX, seja vista como estrangeira e que a pessoa que mais se debruçou sobre sua vida não seja um dos nossos? O que isso diz sobre nós?

Até porque, quem de nós, que a citam exaustivamente no Facebook, de fato a leu? Pelo que dizem, não é tão simples lê-la…

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2 pensamentos sobre “[MÊS DA BIOGRAFIA] Clarice

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