[LITERATURA] Psicose


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Os fatídicos 40 mil dólares

Sinopse

Marion Crane é uma secretária frustrada que quer se casar o mais rápido possível com o endividado Sam Loomis. Quando um cliente de seu chefe deixa na sua mão 40 mil dólares, ela não resiste e foge com o dinheiro. No meio do caminho para encontrar seu amado, se perde numa noite chuvosa e para num motel. Lá encontra Norman Bates, um rapaz tímido e estranho, cuja mãe doente observa da janela.

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Marion e Sam

Meu comentário

Trata-se de um livro pequeno de cento e poucas páginas. A história é basicamente a que foi (muito bem) filmada por Hitchcock em 1960, com a diferença de que o roteiro de Joseph Stefano melhorou muitas coisas que considerei um pouco canhestras do autor Robert Bloch.

o autor

O autor

Primeiro que Norman para Bloch é muito desagradável. Não conseguimos ter empatia por ele. Além de não possuir boa aparência, o que poderia desviar nossas suspeitas, não é muito educado ou equilibrado no modo como se comporta com outros. Também é alcoólatra e coleciona pornografia.

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No filme, Anthony Perkins dá mais leveza e sutileza ao papel e até rola um certo “climinha” entre ele e Marion. Tanto é que, após conversar com ele, a personagem acaba decidindo devolver o dinheiro. No livro, esta ligação não se estabelece e penso até que a heroína tenha tido repugnância dele.

Segundo que o autor dá a entender que Norman Bates teria cometido os crimes, em parte, por ter se envolvido com ocultismo, uma associação da qual não gostei muito (afinal, sou taróloga), mas que compreendo. De certo, antigamente se associava magia, esoterismo a algo mais macabro, com rituais de sacrifício, diferente da vibe atual de paz, somos todos um, mestres ascensionados, chakras, cristais, etc.

Acredito que Arthur Conan Doyle também fazia esta associação mais pesada nas suas histórias do Sherlock Holmes, já que no final do século XIX tinham sociedades secretas na Inglaterra que estudavam cabala, tarô, numerologia, magia, etc.

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No filme de 2009, Mark Strong faz um vilão, membro de uma sociedade secreta, que usa magia para cometer crimes.

Bloch escreveu o livro influenciado pelo caso Ed Gein, que, na minha opinião, foi mais assustadoramente retratado por Thomas Harris (Hannibal), mas louvo o espírito inovador dele que tratou de temas dos quais não se falava muito na década de 1950.

Em suma, recomendo o livro como curiosidade, para ver mais das motivações de Marion, conhecer sua irmã Lila (que no filme é pouco desenvolvida), e entender mais do contexto da época, o que para mim é sempre interessante.

Dados da Edição Lida:

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Robert Bloch
Ano: 1964 / Páginas: 139
Editora: Best-Seller

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Um pensamento sobre “[LITERATURA] Psicose

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