[DIÁRIO DE LEITURA] Deus, um delírio


Comecei a ler este livro pois sou muito curiosa em ouvir argumentos lógicos sobre qualquer assunto, mesmo os de cunho espiritual e/ou religioso. Já estou na página 160, pois a leitura tem fluído bem.

Até agora, o autor trouxe as seguintes reflexões:

  • Todo mundo deveria discutir religião. Como qualquer outro assunto, ela pode ser analisada, criticada e todos poderiam ter a liberdade de falar o que pensam sem represálias, como acontece com outros assuntos, como política ou negócios;
  • Existem os teístas, os deístas, os agnósticos e os ateus. Em outras palavras, os que acreditam num Deus que intervem na vida humana, os que acreditam num Deus que criou leis naturais, justamente para não precisar contradizê-las ao ouvir preces ou fazer milagres, os que nem acreditam ou descreem por precisarem de provas e os que não tem motivos para acreditar;
  • Muita coisa ruim já foi feita em nome da religião, pois se usa “dois pesos, duas medidas”. Se alguém é preconceituoso, pode ser punido, mas se o é, usando a proteção da religião, está apenas exercendo seu direito de fé;
  • Se o Deus do Velho Testamento é mau e as pessoas que seguem a Bíblia usam apenas os preceitos que lhe parecem mais humanos, justos ou éticos, por que precisariam deste livro, já que estão decidindo pelas próprias cabeças?
  • Os ateus são vistos (e hostilizados) hoje como já o foram gays, negros e mulheres;
  • Temos uma tendência psicológica/cerebral a ver rostos e ouvir vozes, quando faltam informações no meio-ambiente, o que poderia explicar as visões religiosas;
  • Os evangelhos de Jesus Cristo são contraditórios entre si e suas informações não podem ser provadas pela História e falo aqui de coisas banais, como se houve ou não um censo ou o nascimento de Jesus em Belém.

O autor também traz uma tabela em 7 níveis para podermos nos localizar dentro de nossa crença, indo de 1, a pessoa que acredita 100% em Deus, até 7, a pessoa que não crê totalmente. No meio disso existem aqueles que acreditam, mesmo duvidando e os que não acreditam, mesmo cogitando que possam estar enganados.

Pelo que entendi, eu estou entre deísta e agnóstica, mas vamos ver como estarei até o final do livro…rs…

Ps: O que tem me inquietado é a questão do Tarô. Como um ateu explica o funcionamento do Tarô? Afinal, mesmo que não possamos fazer testes sistematizados em laboratório com ele, na prática ele funciona e ajuda as pessoas. Será apenas uma ligação do inconsciente coletivo descrito por Jung?

Foto: Leo Rey

King Solomon: Um oráculo com base judaica/ Foto: Leo Rey

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